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        <title>Multimídia </title>
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   <title>Vidas indígenas importam</title>
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   <description>O subsistema do SUS, criado para atender a saúde indígena, sofre com a falta de estrutura e de recursos para lidar com a pandemia.
A vida dos indígenas e as dificuldades encontradas por estes povos para enfrentar a pandemia da Covid-19 serão temas de live do Comitê do Conselho Nacional de Saúde (CNS) para acompanhamento da Covid-19, na quarta-feira (2/09), às 17h. A transmissão será pelo Youtube e Facebook do CNS.
As condições sociais, econômicas e de saúde, que historicamente afetam esta população, somadas à omissão do Estado e à maior vulnerabilidade dos povos indígenas ao contágio, potencializam a disseminação da doença nas comunidades.
Segundo pesquisa realizada pelo Comitê Nacional de Vida e Memória Indígena, até o dia 26 de agosto, o número de indígenas mortos pela Covid-19 totalizava 372 e o número de casos confirmados chegou a 27.733. Os números são superiores aos notificados pela Secretaria Especial da Saúde Indígena (SESAI) do Ministério da Saúde, que contabiliza somente casos em terras indígenas homologadas.
O subsistema do Sistema Único de Saúde (SUS), criado para atender a saúde indígena, sofre com a falta de estrutura e de recursos para tratamento de complicações mais severas. São diversas as dificuldades encontradas para enfrentar a pandemia e garantir a sobrevivência dos povos, como o difícil acesso aos serviços de saúde, seja pela distância geográfica ou pela falta de equipes de saúde.
Para debater o assunto, estão convidados para a live: Robson da Silva, secretário especial da Saúde Indígena (SESAI/MS); Ana Lucia Pontes, coordenadora do GT de Saúde Indígena da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco); Kretã Kaingang, líder indigenista e coordenador da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib); Roberto Liebgott, coordenador do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e Valéria Paye, assessora da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab).
O encontro virtual será moderado pelo conselheiro nacional de saúde Erivelto do Nascimento, que representa o Fórum de Presidentes de Conselhos Distritais de Saúde Indígena (FPcondisi) no CNS e terá representações dos segmentos de gestores, usuários e trabalhadores do SUS, com as participações de Haroldo Pontes, representante do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass); Yssô Truká, da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espirito Santo (Apoinme) e Carmem Pankararu, do Sindicato dos Profissionais e Trabalhadores da Saúde Indígena (SindCopsi).
Este é o 12º encontro virtual do Comitê do CNS, criado em março, para monitorar e acompanhar os assuntos relacionados à pandemia do Novo Coronavírus.</description>
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   <title>Dia mundial em memória das vítimas de acidentes de trabalho</title>
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   <description>LIve especial para falar sobre o Dia mundial em memória das vítimas de acidentes de trabalho, com a participação do conselheiros nacionais de saúde Geordeci Souza e Ruth Cavalcanti Guilherme. a partir das 15h. Participe!
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   <title>Isolamento social e “lockdown” para salvar vidas</title>
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   <description>O tema foi abordado em encontro do Comitê para Acompanhamento da Covid-19 transmitido ao vivo pelas redes sociais do Conselho
“Não temos um sistema de Saúde no mundo que tenha resistido a essa pandemia sem tomar medidas de isolamento social para salvar vidas”. Essa afirmação é da médica, representante da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (Opas/OMS) no Brasil, Socorro Gross. Ela participou do encontro online do Comitê para Acompanhamento da Covid-19 do Conselho Nacional de Saúde (CNS). A atividade, realizada na quarta (13/05), também teve como convidado o médico sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Cláudio Maierovitch, e foi conduzida pelo presidente do CNS, Fernando Pigatto. 
O encontro debateu a importância do isolamento social e do “lockdown” para salvar vidas, pois são considerados como as medidas mais eficazes para reduzir a possibilidade de transmissão do Novo Coronavírus (Covid-19). Por ser uma doença nova, ainda não existem instrumentos específicos de enfrentamento, como vacinas ou medicamentos. 
“É o momento de boa parte das cidades grandes brasileiras, e algumas médias, cessarem a circulação de pessoas, em um chamado lockdown, a exemplo do que funcionou no países europeus e na China e em boa parte dos lugares onde estamos vendo algum progresso na contenção da propagação do vírus”, destacou o médico Cláudio Maierovitch. 
Oriunda do inglês, a expressão “lockdown”, na tradução literal, significa confinamento ou fechamento total. Embora não tenha uma definição única, tem sido utilizada para designar uma medida mais radical para que haja distanciamento social, uma espécie de bloqueio total para que as pessoas fiquem em casa.
Cláudio também falou sobre a caracterização das atividades essenciais que, muitas vezes, por pressão de alguns segmentos, são ampliadas. Nesse processo, são incluídas atividades que, além de não serem essenciais, podem representar um risco maior de propagação da doença como “as atividades que envolvem contato físico e ambiente compartilhado”, ressaltou. 
Os dois convidados também falaram sobre a comunicação com a sociedade, com escuta, monitoramento, participação e compartilhamento. Porque as medidas só serão efetivas com a adesão da população. “Para salvarmos vidas, temos que implementar as medidas de isolamento social, que não são simples e precisam ter a participação das pessoas”, destacou a Socorro Gross. 
Desde o início da ascendência da curva epidemiológica da doença no Brasil, o CNS tem se manifestado pela conjugação de isolamento dos casos, quarentena de contatos e medidas amplas de distanciamento social. Com o agravamento dos casos e serviços de Saúde atingindo níveis críticos em alguns municípios, o Conselho recomendou que estes territórios adotem medidas ainda mais restritivas de distanciamento social. 
“O Brasil vive hoje um cenário epidemiológico com crescimento acelerado e exponencial de casos e óbitos decorrentes da Covid-19”, destacou o presidente do CNS, Fernando Pigatto ressaltando os dados mais recentes divulgados pelo Ministério da Saúde*. O Brasil tem 188.974 casos confirmados e 13.149 óbitos. “Não são números, são pessoas”, frisou. </description>
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   <title>Fila única de leitos para salvar vidas</title>
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   <description>O tema será debatido com o médico sanitarista, ex-presidente Anvisa, Gonzalo Vecina, e com a médica sanitarista e professora da UFRJ, Ligia Bahia
No cenário emergencial provocado pelo Novo Coronavírus, uma das principais pautas do Conselho Nacional de Saúde (CNS) é regulação única de leitos públicos e privados nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI). O objetivo é garantir que, durante a pandemia, a prioridade no atendimento seja de qualquer doente por Covid-19, tenha ele/ela plano de Saúde ou não. Para dialogar com a sociedade sobre esse assunto, o Conselho realizará na próxima quarta-feira (20/05), às 17h, um encontro online transmitido pelo youtube e pelo facebook. 
O encontro será a segunda edição da reunião aberta e ampliada do Comitê para Enfrentamento à Covid-19 CNS. Para a atividade, foram convidados o médico sanitarista, ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Gonzalo Vecina, e a médica sanitarista e professora da  Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Ligia Bahia. Os participantes vão falar sobre a importância da fila única de leitos das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) para salvar vidas. A conversa será mediada pela conselheira nacional de saúde pela Associação Brasileira dos Terapeutas Ocupacionais (Abrato) e integrante da Mesa Diretora do CNS, Priscilla Viégas.

Em abril, o CNS recomendou ao Ministério da Saúde e às Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde, que atendam ao princípio da fila única diante da pandemia da Covid-19. Com o objetivo de que as pastas insiram recursos, favorecendo a contratação de leitos privados de UTI para uso do Sistema Único de Saúde (SUS). O documento utiliza como justificativa a Lei nº 13.979/2020, que autoriza formas de requisição pública de bens e serviços para enfrentamento à pandemia.</description>
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   <title>Proteger o trabalhador e a trabalhadora é proteger o Brasil</title>
   <link>https://brasil.bvs.br/multimedia/resource/?id=multimedia.media.7706</link>
   <description>O CNS lançou a campanha Proteger o Trabalhador e a Trabalhadora é Proteger o Brasil, com o objetivo de implementar um conjunto de estratégias de educação permanente para esclarecer e alertar estas pessoas sobre as recomendações de proteção à saúde dos trabalhadores e trabalhadoras que estão envolvidos no enfrentamento e combate ao Novo Coronavírus.</description>
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   <title>Renda básica para salvar vidas</title>
   <link>https://brasil.bvs.br/multimedia/resource/?id=multimedia.media.7707</link>
   <description>O tema foi debatido, na quarta (3/06), em live com a presença do vereador de São Paulo, Eduardo Suplicy, e da conselheira nacional de Saúde Michele Seixas
O debate sobre distribuição de renda tem se amplificado em todo o mundo com a crise imposta pela pandemia do Novo Coronavírus (Covid-19). No Brasil, um auxílio emergencial de R$ 600 reais começou a ser pago em três parcelas para garantir o mínimo para sobrevivência de alguns segmentos sociais. No entanto, essa medida tem se mostrado insuficiente. O desemprego, a redução da renda dos trabalhadores(as) e desigualdade social têm evidenciado a necessidade de uma renda permanente e universal. Sobre isso, o Conselho Nacional de Saúde (CNS) promoveu, na quarta (3/06), uma live com a participação do vereador de São Paulo, Eduardo Suplicy, e da conselheira nacional de Saúde, representante da Articulação Brasileira de Lésbicas (ABL), Michele Seixas. 

A atividade foi conduzida pela também conselheira nacional de Saúde, representante da União Brasileira de Mulheres (UBM) e integrante da Mesa Diretora do CNS, Vanja dos Santos. Na abertura do debate ela destacou os impactos da pandemia para a população mais vulnerável e questionou: “o que foi destinado é suficiente?”

Segundo a Caixa Econômica Federal, 59 milhões de brasileiros foram considerados elegíveis para receber o suporte público. São trabalhadores(as) informais, microempreendedores(as) individuais (MEI), autônomos(as) e desempregados(as) de famílias em situação de vulnerabilidade. No entanto, há muitos relatos sobre dificuldades no cadastramento, demora no pagamento e recusa sem possibilidade de recurso.

O auxílio tem validade de três meses, mas os efeitos da crise devem ser sentidos por mais tempo. “E depois de três meses, como fica? O que se faz? […] Há gente em análise até hoje, aglomerações em fila de banco”, questiona Michele Seixas. A conselheira ressalta ainda que o aumento de famílias em vulnerabilidade social está cada vez maior. “Desde 2016, o Brasil vem passando por um declínio social absurdo. É dever do governo garantir à população meios de sobrevivência”.</description>
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   <title>Impacto da pandemia na população negra nas comunidades: vidas negras importam</title>
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   <description>A pandemia do Novo Coronavírus já matou mais de 40 mil pessoas no Brasil. As populações negras são mais vulnerabilizadas com relação à Covid-19 em comparação a pessoas brancas. Um Estudo do Núcleo de Operações e Inteligência em Saúde da PUC-Rio revelou que 71,31% de pessoas pretas e pardas, com baixa escolaridade, chegam a óbito;  enquanto o óbito de pessoas com nível superior é de 22%. O Conselho Nacional de Saúde (CNS) vai realizar nesta quarta (17/06), às 17h, um encontro online transmitido pelo youtube e pelo facebook para debater o tema. 
Segundo a pesquisa,  esse fenômeno é decorrente da desigualdade social que as populações preta e parda estão submetidas, dificultando  o acesso às políticas públicas. O encontro marca a quinta edição da reunião aberta e ampliada do Comitê para Enfrentamento à Covid-19 CNS. Para a atividade, foi convidada Mariah Fernandes, representante da coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ). O Encontro será mediado por Altamira Simões dos Santos de Souza, conselheira nacional de Saúde, representante da Rede Nacional Lai Lai Apejo – Saúde da População Negra e Aids.   
Também participarão da atividade, questionando a convidada sobre o tema, o conselheiro nacional de Saúde pelo Movimento Nacional População em Situação de Rua (MNPR), Vanilson Torres, representando o segmento de usuários(as);  a  conselheira nacional de Saúde pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnicos-Administrativos das Instituições de Ensino Superior Pública do Brasil (Fasubra), Jupiara Gonçalves de Castro, representando o segmento de trabalhadores(as); e o Vice presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Pará (Cosems) e secretário Municipal de Saúde de Cametá (Pará), Charles Tocantins, representante do segmento de gestores(as)/prestadores(as).
O CNS tem se manifestado por meio de artigos e recomendações pela urgência da luta antirracista e por melhores condições para enfrentamento da pandemia no contexto das populações mais vulnerabilizadas. Como é o caso da recomendação nº 29, que trata do combate ao racismo estrutural e institucional nos serviços de saúde, diante da Covid-19. O documento destaca que “a atuação dos profissionais de serviços de atenção à saúde, incluindo gestores e prestadores, deve ser realizada de maneira antirracista em todo o manejo com os pacientes em situação de vulnerabilidade”. 
Além disso, na Carta Aberta voltada às autoridades brasileiras, o Conselho pede garantias de proteção a trabalhadores(as) do mercado informal, subempregados(as) e desempregados(as) ou qualquer outro segmento vulnerabilizado e em risco como, por exemplo, às populações negras e indígenas.</description>
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   <title>Proteger vidas: tratamento farmacológico e imunização para a COVID-19</title>
   <link>https://brasil.bvs.br/multimedia/resource/?id=multimedia.media.7709</link>
   <description>CNS debaterá tratamento farmacológico e imunização para a Covid-19, nesta quarta, 24. A atividade terá transmissão ao vivo pelas redes sociais do Conselho Nacional de Saúde
Cientistas e pesquisadores do Brasil e do mundo estão empenhados em encontrar medicamentos e desenvolver vacinas para combater a Covid-19. No entanto, até o momento, não existem evidências científicas robustas que possibilitem a indicação de uma terapia farmacológica específica para tratamento ou imunização. Diante desse contexto, é natural que surjam muitas dúvidas sobre a validade de pesquisas que estão sendo divulgadas e a eficácia das substâncias pesquisadas. Para falar sobre isso, o Conselho Nacional de Saúde (CNS) vai realizar nesta quarta (24/06), às 18h, um encontro online transmitido pelo youtube e pelo facebook.  A atividade ocorre no âmbito da reunião aberta e ampliada do Comitê para Enfrentamento à Covid-19 CNS e é a 6ª edição transmitida ao vivo. Para falar sobre o tema, foram convidados o diretor médico de pesquisa clínica do Centro de Ensaios Clínicos e Farmacovigilância do Instituto Butantan, Ricardo Palacios, e a microbiologista, presidenta do Instituto Questão de Ciência (IQC) e pesquisadora do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP), Natalia Pasternak. O encontro será mediado pela conselheira nacional de Saúde pela Federação Nacional dos farmacêuticos (Fenafar), Débora Melecchi. 
Também participarão da atividade, questionando os convidados sobre o tema, conselheiro nacional  de Saúde pelo Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos de São Paulo (Sindusfarma)/Confederação Nacional da Indústria (CNI), Bruno Abreu, representante do segmento de gestores(as)/prestadores(as);  o representante do Conselho Federal de Farmácia (CFF) no Fórum das Entidades Nacionais dos Trabalhadores da Área de Saúde (Fentas), Francisco Júnior, pelo segmento de trabalhadores(as);  e a conselheira nacional de Saúde pela Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), Ana Clébea Nogueira, representando o segmento de usuários(as) do Sistema Único de Saúde (SUS). 
Desde o início da pandemia, o CNS tem alertado que é preciso garantir a racionalidade das decisões, a partir do conhecimento científico, sem expor a população a condições de maior vulnerabilidade. Frente a isso, tem se manifestado por meio de notas, matérias, artigos e outras recomendações. Como é o caso da Nota Pública divulgada junto à recomendação nº 042, posicionando-se contrária ao documento do Ministério da Saúde e elencando os riscos do uso da cloroquina e da hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19.</description>
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   <title>Atenção básica na saúde salva vidas</title>
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   <description>O fortalecimento da Atenção Básica em Saúde está no radar de ações do CNS desde o início da pandemia, como é o caso do debate ao vivo promovido pelo Comitê de Enfrentamento à Covid-19 no dia 1º de julho. Entre os participantes, Pauletti Cavalcanti, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz/PE), afirmou que “não há pandemia que se solucione sem Atenção Primária, nem sem educação em Saúde”. Isso porque, segundo ela, é fundamental levar o conhecimento para a população sobre a doença e as formas de controlá-la, algo que deveria ser trabalhado junto ao primeiro nível de atenção à saúde. A Atenção Básica (AB) em Saúde tem um papel estratégico no enfrentamento à crise sanitária provocada pela Covid-19. No entanto, as ações de combate à pandemia, focadas exclusivamente nos serviços hospitalares, no número de leitos gerais e de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), não valorizam a AB como linha de frente. Nesse contexto, o Conselho Nacional de Saúde (CNS) aprovou, na quarta-feira (26/08), a recomendação nº 056/2020 com medidas para o fortalecimento da atenção básica.
Entre as ações, o documento recomenda ao Ministério da Saúde (MS) a eliminação de impasses burocráticos para acreditação dos laboratórios das universidades públicas e a ampliação de financiamento público para capacitação e contratação de pessoal.
Também reforça a orientação para revogação da Portaria MS nº 2.979/2019, presente na recomendação nº 053, enviada pelo CNS ainda em 2019. A portaria  institui o Programa Previne Brasil, que estabelece novo modelo de financiamento de custeio da Atenção Primária à Saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
A recomendação também é destinada aos secretários de saúde estaduais, municipais e do Distrito Federal. Para eles, o CNS orienta que sejam implementadas as medidas necessárias para que a AB e o território estejam na centralidade do cuidado no enfrentamento à pandemia, atuando de forma multidisciplinar aos demais pontos da rede de atenção à saúde e de proteção social.
“As ações de Vigilância em Saúde e Vigilância Farmacêutica, que estão sendo extremamente necessárias nesse momento de epidemia, iniciam-se exatamente na Atenção Básica em Saúde. Por tanto, é fundamental que o governo federal entenda que o fortalecimento da AB é uma importante ferramenta para contermos a pandemia”, destacou um dos coordenadores da Câmara Técnica de Atenção Básica (Ctab) do CNS e integrante da Mesa Diretora do CNS, Moysés Toniolo.
O documento recomenda ainda a reorganização dos processos de trabalho das equipes com o objetivo de integrar as Políticas de Vigilância em Saúde, Assistência Farmacêutica e AB. Recomenda também seja garantida condição de trabalho digno, medidas de proteção individual e coletiva para os trabalhadores da saúde da AB no enfrentamento à Covid-19.</description>
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   <title>Inovação tecnológica que o Brasil precisa</title>
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   <description>Patentes e monopólios podem dificultar enfrentamento à pandemia. O tema será debatido em live do Conselho Nacional de Saúde, na quarta-feira (15/07)
A pandemia da covid-19 tem reforçado a importância da produção científica e tecnológica na compreensão da doença, seus efeitos e na busca de soluções. No Brasil, esse cenário expôs problemas estruturais. Como a dependência tecnológica e produtiva na área da Saúde e a disponibilidade de medicamentos, equipamentos e tecnologias, que podem sofrer restrições em função de patentes e monopólios. Para debater a situação do desenvolvimento tecnológico em Saúde no Brasil e os caminhos para ampliar o acesso às tecnologias, o Conselho Nacional de Saúde (CNS) vai realizar nesta quarta (15/07), às 17h, um encontro online transmitido pelo  youtube e pelo facebook. 
Para falar sobre o tema, foram convidados o economista, professor e pesquisador da área de Desenvolvimento e Inovação em Saúde na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) do Rio de Janeiro, Carlos Gadelha, e o médico, doutor em Saúde Pública e pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/ Fiocruz), Jorge Bermudez.  A atividade será mediada pela conselheira nacional de Saúde pela Associação Brasileira Superando o Lúpus, Ana Lúcia Paduello.Live Inovacao tecnologica que o Brasil precisa 1507 1280x720
Este é o 8º encontro do Comitê do CNS de acompanhamento da Covid-19 com transmissão ao vivo. Também participarão do debate a conselheira nacional de Saúde pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Lenise Garcia,  representando o segmento de usuários(as) do Sistema Único de Saúde (SUS); o conselheiro nacional de Saúde pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), Nelson Mussolini, representando o segmento de gestores/as/prestadores/as; e o conselheiro nacional de Saúde pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), Ronald dos Santos, representando o segmento de trabalhadores/as. 
O CNS, enquanto órgão responsável pelo controle social no SUS, tem proposto encaminhamentos e medidas, por meio de recomendações, cartas e notas, com o objetivo de atenuar os impactos do cenário atual. Recentemente,  aprovou uma moção de apoio ao PL 1.462/2020, que propõe a suspensão temporária de patentes sobre toda e qualquer tecnologia em saúde que possa ser usada contra a pandemia da Covid-19.</description>
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